União Brasileira de Camelôs Feirantes e Ambulantes lança web site na sede da CUT-DF
Página virtual amplia a representatividade de camelôs e ambulantes com oferta de serviços, informação e fortalecimento do diálogo institucional
Publicado: 20 Março, 2026 - 13h45 | Última modificação: 20 Março, 2026 - 14h11
Escrito por: Marina Maria
Na última quinta-feira (19) foi realizado o ato de lançamento do website da UNICAB, entidade que representa camelôs, feirantes e ambulantes de todo Brasil. A página virtual reúne informações sobre a situação dos trabalhadores ambulantes em 11 estados brasileiros, e constitui um espaço de fortalecimento da organização da categoria e também de prestação de serviços com a divulgação de legislações e outros conteúdos de interesse dos trabalhadores.
“É uma honra receber a UNICAB na CUT. Esta é a casa de vocês e estamos aqui para apoiar a luta em defesa dos trabalhadores informais que hoje sofrem como no caso dos trabalhadores em plataformas, com a exploração de patrões que se escondem atrás de algoritmos”, afirmou o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.
Para Juliano Fripp, diretor de projetos e financeiro da UNICAB, o ato reforça a força da unidade e da coletividade dos trabalhadores ambulantes, categoria que realizou atividades importantes essa semana, como diálogos com a Câmara dos Deputados, o Ministério do Trabalho e OIT. “Agora com o nosso website poderemos chegar com mais força à nossa base de representação e à sociedade”, afirmou.
“O ato de hoje fortalece a cooperação entre trabalhadores informais e a CUT”, destacou o secretário de Relações Sindicais da Central, Antonio Lisboa. Ele relatou que a UNICAB se filiou à CUT há dois meses e que essa unidade vai resultar em cada vez mais iniciativas em defesa da categoria. Lisboa também destacou a importância da cooperação da rede internacional WIEGO, que esteve presente na atividade.
A WIEGO (Mulheres no Emprego Informal: Globalizando e Organizando) é uma rede global dedicada a melhorar as condições de trabalho, a renda e a representação política de trabalhadores pobres da economia informal, com foco central no empoderamento das mulheres.
A organização fortalece categorias historicamente marginalizadas, como trabalhadoras domésticas, catadoras de recicláveis, ambulantes e trabalhadoras em domicílio, unindo a organização de base à produção de pesquisas estatísticas e à forte incidência política. Por meio dessa atuação integrada, a rede pressiona governos e organizações internacionais por políticas públicas que garantam direitos trabalhistas, proteção social e o devido reconhecimento legal e econômico para essas profissionais.