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Trabalhadoras terceirizadas e trabalhadores terceirizados dão início à Campanha Salarial 2021

Em assembleia realizada na tarde dessa quarta-feira (11), as trabalhadoras terceirizadas e os trabalhadores terceirizados no Distrito Federal aprovaram a pauta de reivindicação referente à Campanha Salarial 2021. O documento apresentado à categoria pela direção do Sindiserviços — sindicato que representa o grupo — foi elaborado com base em um estudo realizado pelo Departamento Intersindical […]

Publicado: 12 Novembro, 2020 - 10h32

Escrito por: Leandro Gomes

Leandro Gomes
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Em assembleia realizada na tarde dessa quarta-feira (11), as trabalhadoras terceirizadas e os trabalhadores terceirizados no Distrito Federal aprovaram a pauta de reivindicação referente à Campanha Salarial 2021.

O documento apresentado à categoria pela direção do Sindiserviços — sindicato que representa o grupo — foi elaborado com base em um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Entre outros pontos, a categoria reivindica reajuste salarial de 6% (R$ 1.237,23 para R$ 1.311,46), aumento de 7,5% no tíquete alimentação (R$ 33,62 para R$ 36,14), além da manutenção de todas as cláusulas sociais do acordo vigente.

Desafios

De acordo com a presidente do Sindiserviços, Maria Isabel Caetano, as trabalhadoras e os trabalhadores terão grandes desafios pela frente. Isso porque há intensos ataques aos direitos trabalhistas tanto a nível nacional como local, e a pandemia aumentou consideravelmente as demissões na categoria.

Ela destacou também que a mobilização será fundamental durante todo o processo de negociação. “Não devemos abaixar a cabeça, devemos, sim, nos fortalecer para o enfrentamento de uma luta que a cada dia se torna inevitável para manutenção da dignidade da pessoa humana e valorização da mão de obra terceirizada. Vamos todos unidos enfrentar uma negociação que não vai será fácil. A  nossa mobilização será fator decisivo para uma boa negociação”, afirmou.

Defesa dos serviços públicos

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, participou da atividade e destacou o apoio da Central nesta e em outras lutas. “Conte com a Central Única dos Trabalhadores para que essa campanha tenha êxito e traga mais dignidade às trabalhadoras terceirizadas e aos trabalhadores terceirizados”, disse.

Rodrigues reforçou também necessidade de a categoria se juntar à luta em defesa dos serviços públicos, que são alvos de ataque tanto no DF — pelo governador Ibaneis Rocha — como no Brasil — por Bolsonaro e Guedes. No DF, por exemplo, o processo de privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB) segue vapor, que, se concluído, pode trazer grandes prejuízos para toda a população.

“Muitos trabalhadores terceirizados trabalham em escolas, hospitais ou em outros órgãos públicos e também são usuários desses serviços. Há uma falta de investimento e de estrutura para fazer com que os serviços públicos sejam desvalorizados. Por isso, é preciso que lutemos em defesa do SUS, das nossas empresas públicas e dos nossos empregos”, disse.

Fonte: CUT-DF com informações do Sindiserviços