Todo apoio à greve dos vigilantes
Nota da CUT-DF convoca todas as categorias para se somar à luta dos trabalhadores vigilantes nesta (26)
Publicado: 25 Junho, 2026 - 19h32
Escrito por: Marina Maria
A CUT-DF convoca todas as categorias do Distrito Federal a se solidarizarem nesta sexta-feira (26) e a se somarem ao comando de greve dos vigilantes, em apoio à luta legítima da categoria por reajuste digno, pagamento retroativo à data-base, manutenção de direitos e preservação do plano de saúde.
A greve dos vigilantes do DF, deflagrada na noite de terça-feira (23) foi aprovada por tempo indeterminado nas empresas que seguem sem acordo e atinge postos de vigilância patrimonial em bancos, hospitais, INSS, órgãos públicos e demais locais de trabalho.
Para a CUT-DF, a postura dos patrões aprofunda o conflito e exige resposta organizada do conjunto da classe trabalhadora. Além de manterem uma proposta considerada insuficiente pela categoria, as empresas passaram a contratar outros trabalhadores para substituir grevistas, em moldes semelhantes ao trabalho intermitente. A prática tenta enfraquecer o direito de greve e atacar a organização coletiva dos vigilantes.
“Neste momento, os vigilantes do DF precisam do apoio ativo de todas as categorias. A CUT-DF convoca trabalhadoras e trabalhadores a se somarem nas atividades nesta sexta-feira (26) e a participarem do comando de greve para fortalecer a luta contra a postura intransigente dos patrões. Essa é uma luta por dignidade, respeito e direitos, e só a solidariedade de classe será capaz de dar um fim a esse impasse imposto pelo setor patronal”, afirmou o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.
A campanha salarial dos vigilantes começou em outubro de 2025, quando a categoria aprovou a pauta de reivindicações com pedido de reajuste de 6,5%,1,5% de ganho real acima do INPC. A pauta foi assinada e homologada junto ao sindicato patronal em 20 de outubro de 2025. Desde então, as negociações se arrastam sem uma proposta capaz de atender às demandas da categoria.
A Convenção Coletiva de Trabalho está vencida desde 1º de janeiro de 2026. Entre as principais reivindicações estão a assinatura da nova CCT, o reajuste salarial, o pagamento retroativo à data-base, a manutenção das conquistas anteriores e a rejeição a retrocessos, especialmente em relação ao plano de saúde.
A postura do setor patronal tem sido marcada pela resistência em avançar. Em reunião mediada no Tribunal Regional do Trabalho, no dia 21 de maio, os patrões apresentaram reajuste de 3,9%, apenas a partir de setembro, sem pagamento retroativo. A proposta foi rejeitada pela categoria. Em 15 de junho, o setor patronal reapresentou a mesma proposta, mantendo o índice de 3,9% a partir de setembro, sem retroativo, além da intenção de assumir a gestão do plano de saúde dos trabalhadores.
Na assembleia do dia 23, o Sindicato dos Vigilantes informou que o patronal não apresentou nova proposta. A empresa Brasília Segurança apresentou proposta individual de 4,26% sobre cláusulas financeiras, incluindo tíquete-alimentação, o que retirou os postos da empresa da greve. Também foram firmados acordos individuais com Total Segurança e Confederal, enquanto as negociações com as demais empresas seguem abertas.
Para a CUT-DF, os acordos individuais mostram que a greve tem força para arrancar avanços. Ao mesmo tempo, a manutenção da proposta rebaixada pela maioria das empresas confirma a necessidade de ampliar a mobilização.
“A greve dos vigilantes não é uma luta isolada. A segurança patrimonial integra o funcionamento de serviços públicos, bancos, hospitais, órgãos federais e demais espaços de trabalho. Por isso, a responsabilidade pela solução do conflito é do setor patronal, que precisa respeitar os trabalhadores e apresentar uma proposta compatível com as reivindicações da categoria”, afirmou Rodrigo Rodrigues.
A CUT-DF reafirma seu apoio integral à greve dos vigilantes e convoca sindicatos, movimentos populares, servidoras, servidores, trabalhadoras e trabalhadores da iniciativa privada a se somarem à mobilização nesta sexta-feira (26). Defender os vigilantes é defender o direito de greve, a negociação coletiva e a dignidade de toda a classe trabalhadora.