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Redução no quadro de funcionários no BB: a orientação privatista que precariza condições de trabalho e atendimento

Foi publicada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), órgão vinculado ao Ministério da Economia, a Portaria nº 23.352, reduzindo a previsão do teto no quadro de pessoal do Banco do Brasil de 102.681 bancários para 100.343 vagas. Nociva, essa política que impõe déficit de trabalhadores, sobretudo em agências, precariza o atendimento […]

Publicado: 13 Novembro, 2020 - 12h10

Escrito por: Leandro Gomes

Leandro Gomes
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Foi publicada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), órgão vinculado ao Ministério da Economia, a Portaria nº 23.352, reduzindo a previsão do teto no quadro de pessoal do Banco do Brasil de 102.681 bancários para 100.343 vagas. Nociva, essa política que impõe déficit de trabalhadores, sobretudo em agências, precariza o atendimento à população e em alguns casos o inviabiliza, dada a ausência total de condições de trabalho.

Não bastassem outras tentativas de ataque à instituição, como a venda de ativos do core business da empresa, o rebaixamento do número de funcionários é outra medida que impacta de maneira desastrosa trabalhadores, clientes e usuários do banco.

Marianna Coelho, representante da Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), reforça que “a temática das contratações com abertura de novos concursos, a nomeação dos concursados da TI e o fim do bloqueio à ascensão interna aos colegas que tiveram de ingressar no BB por via judicial são temas debatidos pela CEBB e levados à mesa de negociação com banco”.

“Sendo uma demanda recorrente dos funcionários, o Sindicato tem levado o debate à mesa de negociação com o banco com o intuito de buscar soluções para essa pauta”, informa Marianna, que também é secretária de Assuntos Jurídicos do Sindicato.

Já para Kleytton Morais, presidente do Sindicato,“esta dura realidade é perceptível ao se adentrar as agências localizadas nas mais diversas regiões do país. No DF, por exemplo, a situação está à beira da calamidade, quando se verifica a ausência de funcionários nas agências do Entorno e nas regiões administrativas da capital, principalmente. A realidade escancara a necessidade de contratação imediata. São cerca de 7 mil vagas a serem ocupadas nas agências e demais áreas do banco. Esse deliberado desrespeito à população, aos agentes econômicos e aos funcionários é inadmissível, e o Sindicato atua junto à direção da empresa. Não mediremos esforços na busca da solução, o que fará a partir da interlocução com outros intervenientes”.

Déficit de funcionários é culpa do governo Bolsonaro. Luta por contratações envolve a população

Para a direção do Sindicato, a luta precisa ser encampada pela população e maximizada com a participação de bancárias e bancários para realização de concurso e contratação imediata de novos funcionários.

“Está disposto na própria portaria que a administração pode tomar decisões para contratar, mas o governo federal não está autorizando a realização de concurso. Para abrir um certame, seria necessária autorização especial do Ministério da Economia”, pondera Zezé Furtado, bancária do BB e secretária de Mulheres do Sindicato.

A falta de funcionários e os problemas decorrentes desse problema são uma realidade de agência do BB em Águas Lindas (GO), onde o Sindicato e a Fetec-CUT/CN estiveram fazendo uma vistoria nesta quinta-feira (12), conforme reportagem da TV Bancários a seguir:

E, abaixo, a íntegra da Portaria 23.352 do Sest:

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília