Iniciada em 13 de março, a greve dos professores da rede estadual paulista de ensino completa nesta quarta-feira (3) 83 dias e supera a greve de 82 dias realizada em 1989, segundo o sindicato que representa a categoria (Apeoesp). Uma nova assembleia será realizada na tarde desta quarta (3) para decidir se a paralisação continua. Segundo […]
Iniciada em 13 de março, a greve dos professores da rede estadual paulista de ensino completa nesta quarta-feira (3) 83 dias e supera a greve de 82 dias realizada em 1989, segundo o sindicato que representa a categoria (Apeoesp). Uma nova assembleia será realizada na tarde desta quarta (3) para decidir se a paralisação continua.
Segundo a entidade, a maior greve da história da Apeoesp, fundada em 1945, foi decretada em 19 de abril de 1989 e durou até 7 de julho do mesmo ano. A entidade considera ainda na conta outros dias que a categoria participou da greve geral naquele mesmo ano.
Professores reunidos no vão livre do Masp decretaram a greve na tarde de 13 de março. Os professores estão sem receber os salários e a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha (Bebel), reconheceu na última semana o arrefecimento da mobilização.
“Não há como negar o arrefecimento do movimento, o governo está descontando o salário. Mas os professores querem continuar. E a adesão ainda está em 30%, não é pouco”, afirmou Bebel.
Até o momento, o governo de São Paulo ainda não demonstrou interesse em negociar. Nenhuma proposta foi apresentada aos professores. Os professores reivindicam 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior. Entre as dezenas de manifestações, a mais recente é a de seis professores da rede estadual de São Paulo se acorrentaram na frente da Secretaria de Educação do estado, para exigir a reabertura de negociação das demandas da categoria pelo governo do Estado.
Fonte: G1 São Paulo e agências