CUT-DF fortalece lutas sindicais, defende a democracia e garante conquistas
A classe trabalhadora foi protagonista nas ruas e nas redes em 2025. Confira um pouco do que aconteceu esse ano
Publicado: 31 Dezembro, 2025 - 16h54 | Última modificação: 31 Dezembro, 2025 - 17h24
Escrito por: Marina Maria | Editado por: Marcos Paulo Lima (Maracatu) /CUT-DF
O ano de 2025 foi marcado por intensas mobilizações, importantes vitórias e pela reafirmação do papel histórico da CUT-DF na defesa da democracia, dos direitos trabalhistas e do serviço público. A Central esteve presente nas ruas, nos locais de trabalho e nos espaços institucionais, atuando de forma articulada com seus sindicatos filiados.
O primeiro grande ato de 2025 aconteceu em memória do 8 de janeiro, data que os movimentos sociais incluíram na agenda de lutas como um símbolo de defesa da democracia, após a tentativa de um golpe de estado que aconteceu em 2023. A CUT-DF reforçou, ao longo de todo o ano, o posicionamento firme contra qualquer tentativa de golpe e em defesa da punição dos responsáveis pelos ataques à democracia. O lema: “Sem anistia para golpistas” esteve presente em diversas mobilizações.
Outro eixo central da atuação da CUT foi a luta das mulheres trabalhadoras. A construção do Dia Internacional da Mulher começou bem antes do 8 de março, que reafirmou a necessidade de políticas públicas, igualdade de direitos e combate à violência de gênero.
Em novembro, foi realizada a 2° Marcha das Mulheres Negras em Brasília, após 10 anos da primeira atividade. O ato reuniu milhares de militantes de diversas partes do Brasil e de outros países em defesa da justiça social, pelo bem viver e contra as violências cometidas pelo sistema patriarcal e racista.
Greves, mobilizações e conquistas nas categorias
Um estudo do Dieese divulgado no início de 2025 reforçou a importância da organização sindical. Segundo o levantamento, 85% das negociações salariais realizadas em 2024 garantiram reajustes acima da inflação, evidenciando que conquistas concretas só acontecem com sindicato forte e atuação coletiva.
Diversas categorias protagonizaram lutas marcantes ao longo do ano. O Sinpro aprovou uma das greves mais fortes dos últimos anos, enfrentando multas abusivas e a resistência do Governo do Distrito Federal. A mobilização garantiu reajustes salariais, direitos históricos e mais nomeações para a rede pública de ensino, fortalecendo a educação do DF. Além disso, foi publicada a Lei das Titulações no Diário Oficial do DF, que passa a ser aplicada já a partir de janeiro de 2026, mais uma reivindicação do movimento paredista.
Os trabalhadores da limpeza urbana também travaram uma luta intensa. O Sindlurb atuou firmemente na defesa dos empregados da Noresa Novo Rio, que sofreram com demissões em massa e atrasos no pagamento de benefícios. Após mobilizações, os patrões recuaram, e a luta pelo Piso Salarial Nacional da categoria, por meio do PL 4146, ganhou ainda mais força.
O Sindicato dos Bancários de Brasília enfrentou, ao longo de 2025, os ataques dos bancos públicos e privados, denunciando demissões imotivadas, fechamento de agências e a tentativa de retirada da jornada histórica no Banco do Brasil. Além disso, a categoria lutou bravamente contra a taxa de juros do Banco Central, prejudicial a todos os brasileiros.
Também merece destaque a campanha salarial vitoriosa dos rodoviários, que mais uma vez mostraram a força da organização coletiva para garantir direitos e melhores condições de trabalho no transporte público do DF.
Marchas nacionais e pautas estruturais
Em abril, a CUT-DF participou da Marcha da Classe Trabalhadora, que levou milhares de pessoas à Esplanada dos Ministérios. A mobilização, convocada pela CUT Brasil, teve como pautas centrais a isenção do imposto de renda, a redução da jornada de trabalho e o fim da escala abusiva 6x1. Em novembro, uma importante vitória foi conquistada com a sanção da lei que isenta do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil, beneficiando mais de 25 milhões de brasileiros.
A luta contra a escala 6x1 seguiu presente durante todo o ano. Atualmente, a PEC 148/2015 avançou no Senado, e a CUT mantém mobilização permanente para garantir sua aprovação definitiva.
No segundo semestre, a defesa do serviço público ganhou ainda mais força diante da proposta de Reforma Administrativa, materializada na PEC 38. Além de uma grande marcha contra a proposta, a CUT-DF, junto aos sindicatos que representam os servidores, como o Sindsep, realizou vigílias, atos e articulações políticas para barrar o projeto, que representa graves ameaças aos direitos dos servidores e à qualidade dos serviços prestados à população.
Unidade, comunicação e consciência de classe
Além das lutas nas ruas, a CUT-DF manteve atuação constante na formação política e na comunicação popular, com destaque para a Rádio Peão, que ultrapassou a marca de 100 episódios. O programa, veiculado na Cultura FM, levou informação, música e consciência de classe à população do Distrito Federal.
Ao final de 2025, a CUT-DF reafirma que nenhuma conquista acontece de forma individual. A organização coletiva, a unidade sindical e a luta permanente seguem sendo os principais instrumentos para enfrentar injustiças e garantir direitos.