Mobilização liderada pela CUT-DF denunciou o rombo milionário envolvendo o Banco Master e cobrou respostas rigorosas sobre fraudes e falta de transparência na gestão Ibaneis Rocha.
Atendendo à convocatória da CUT-DF, servidores de diversas categorias e movimentos sociais se reuniram para protestar contra a sucessão de escândalos financeiros que atingem o Governo do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (18). A manifestação, na praça do Buriti, contou com a adesão massiva de sindicatos como Sindetran, SindEnfermeiro e Sindser. O protesto foi ampliado após a assembleia geral do Sinpro-DF, que ocorreu na mesma manhã, se unir em peso à atividade em frente à sede do Executivo local.
O estopim para a indignação generalizada é a grave crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB). A instituição financeira sofreu fortes impactos em decorrência de transações suspeitas com o Banco Master, cujo proprietário encontra-se preso sob acusação de desvios. Os manifestantes denunciam que o rombo milionário gerado por essas operações compromete a saúde do banco estatal, ameaçando diretamente os fundos e recursos que garantem os direitos e benefícios do funcionalismo público da capital.
Durante a mobilização, o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, destacou a gravidade da situação, alertando que as manobras financeiras do governo ameaçam diretamente o futuro, a aposentadoria e a saúde dos trabalhadores. Ao exigir mudanças drásticas no comando do Palácio do Buriti, o dirigente ressaltou que o ato é uma resposta direta à falta de transparência e à sucessão de denúncias na atual gestão.
"Nós estamos aqui na frente do Buriti, num ato convocado pela CUT e por diversos sindicatos, protestando contra o governo Ibaneis, um governo em que a cada dia aparece um novo escândalo. Ficou demonstrado o envolvimento com o escândalo do Banco Master, o que coloca em risco a aposentadoria, o plano de saúde e as carreiras dos servidores e trabalhadores que constroem o Distrito Federal diariamente. Fazemos esse protesto contra toda essa bandalheira e dizemos fora Ibaneis, fora Celina Leão, pois queremos um DF que trabalhe para a população e que valorize os servidores", afirmou Rodrigo Rodrigues.
A pauta de reivindicações mirou a gestão do governador Ibaneis Rocha e da vice Celina Leão em outras frentes críticas à corrupção. Os manifestantes cobraram punições e respostas rigorosas para as recentes denúncias de superfaturamento de aluguéis e fraudes em licitações que atingiram em cheio a Secretaria de Educação. O escândalo na pasta ampliou o escopo do protesto para uma crítica feroz à falta de transparência da atual administração, consolidando o sentimento de insegurança institucional entre os trabalhadores.