CUT, sindicatos e movimentos sociais participaram da mobilização por direitos, justiça social, democracia, paz, moradia e proteção às mulheres
Brasília recebeu o 32º Grito dos Excluídos e Excluídas no dia 7 de setembro. A CUT, sindicatos e movimentos sociais ocuparam as ruas em defesa das pautas que afetam diretamente a vida da população, sob o lema “Vida em primeiro lugar”. A mobilização deste ano destacou a luta por mulheres vivas e pela soberania do povo brasileiro, além de reivindicar terra, paz, moradia, democracia e dignidade para quem trabalha.
Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-DF, Thaísa Magalhães afirmou que o Grito mantém, há décadas, um espaço permanente de organização popular. Para ela, a mobilização deste ano também chama atenção para o futuro da democracia brasileira e para as desigualdades que ainda impedem grande parte da população de acessar direitos básicos.
“As mulheres estão entre as parcelas da sociedade que menos acessam direitos, inclusive trabalhistas. Nossa luta precisa considerar a sobrevivência das pessoas que vivem nas periferias e que não acessam a democracia da mesma forma que a classe média”, declarou.
Thaísa também ressaltou a presença de mulheres nos movimentos sociais e citou a trajetória da ex-presidenta da CUT, Erika Kokay como uma referência de luta, resistência e atuação junto às organizações populares. Ao falar sobre as eleições de 2026, a dirigente defendeu a mobilização em torno das candidaturas de Lula e Leandro Grass e afirmou que a disputa será decisiva para a preservação da democracia e da paz.
“Quando falamos que o mundo avança sobre as guerras e a crise do capitalismo, precisamos lembrar que, nas periferias do Brasil, a guerra nunca deixou de existir. É por essas pessoas que lutamos”, disse Thaísa.
A defesa dos serviços públicos também integrou as manifestações. Rodrigo Britto, secretário de Comunicação da CUT-DF e presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, relacionou o tema nacional do Grito às reivindicações da categoria bancária. Ele destacou a necessidade de garantir inclusão financeira, atendimento humanizado e o cumprimento da função social dos bancos públicos.
Rodrigo também denunciou a crise enfrentada pelo Banco de Brasília e responsabilizou o governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão pela situação da instituição. “O BRB é patrimônio do povo do Distrito Federal. Ibaneis e Celina precisam responder pelo que fizeram e apresentar uma solução para essa crise”, afirmou.
A soberania nacional também esteve presente na defesa do controle público sobre setores essenciais. Fabíola Antezanna, dirigente da CUT-DF e do Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU-DF), chamou atenção para os impactos da privatização das empresas de energia elétrica e defendeu a reestatização da Eletrobras. Segundo ela, a perda do controle estatal sobre o setor afeta diretamente a população, inclusive no valor cobrado nas contas de luz.
A participação das entidades sindicais no 32º Grito reforçou a ligação entre democracia, direitos trabalhistas, serviços públicos e soberania. As reivindicações apresentadas em Brasília partiram das necessidades concretas de quem enfrenta a desigualdade, a violência e a precarização do trabalho.
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