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2021| Um ano que demandará mobilização e unidade para derrotar Bolsonaro

A atividade, que aconteceu nessa quinta (18), marcou o encerramento da série "Os desafios das trabalhadores e dos trabalhadores em 2021", produzida pela CUT-DF

Publicado: 19 Fevereiro, 2021 - 18h08 | Última modificação: 19 Fevereiro, 2021 - 18h29

Escrito por: Leandro Gomes

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As trabalhadoras e os trabalhadores têm grandes desafios para o ano de 2021 e o caminho para derrotar o plano político anti-povo de Bolsonaro deve ser por meio da mobilização em unidade e pela construção de um projeto político progressista. Foi o que apontou o debate realizado nessa quinta-feira (18), entre representantes da CUT-DF e das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

A atividade marcou o encerramento da série "Os desafios das trabalhadores e dos trabalhadores em 2021", produzida pela CUT-DF. Ao longo dos meses janeiro e fevereiro, a Central realizou pequenas entrevistas com representantes de diversas categorias para compreender o cenário e,assim, traçar a melhor estratégia de mobilização. E, como base na compilação dos depoimentos, o próximo período será bastante intenso, no que diz respeito à luta da classe trabalhadora.

A representante da Frente Brasil Popular, Cristiane Santos, destacou que "estamos vivendo uma era de desmonte, de construção de preparação para etapa final do capitalismo". De acordo com ela, essa etapa é caracterizada pelo desmonte geral, que envolve a potencialização das misérias humana, política e econômica. "O Brasil vive um momento de uma política preparada para não assistir a população mais pobre, para deixar a saúde e educação em segundo plano".

Já Thiago Ávila, da Frente Povo Sem Medo, apontou que outro grande desafio derrotar a divisão do país. Para ele há um bloco conservador, no qual está a classe dominante,  que divide-se em dois setores: a extrema direita − com Bolsonaro e família, fundamentalistas religiosos e outros −, e a direita  liberal − que, na avaliação de Ávila, pensa num caminho mais liberal como sistema e econômico a ser adotado.

"E, nesse cenário, vamos vendo uma disputa muito acirrada. A direita liberal concorda com a agenda de Paulo Guedes, impede processos, como o próprio impeachment. Dessa forma, nós, que estamos construindo um bloco progressista, precisamos construir um caminho que aponte para outro horizonte social, inclusive, para vencer esse sistema", afirmou. 

Saúde deve ser prioridade

Outro ponto debatido na atividade foi a importância de um sistema de saúde público, de qualidade e que consiga atender a todas e todos. Para Cristiane, faz-se urgente a construção de uma política de defesa da saúde integral e pública.

"O brasileiro acha que vai sobrar dinheiro para o atendimento na rede privada, mas não entende o que significa não ter um sistema de saúde pública. Não ter, significa que todo o sistema de saúde ficará nas mãos de empresas privadas, que poderão cobrar o quanto quiser e escolher quem vão atender. Isso é muito sério. Precisamos incorporar a bandeira da saúde, porque a pandemia escancarou a doença do capitalismo e o que significa não ter política pública para população", disse.

A mesma avaliação é compartilhada pelo presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues. Para ele, a lógica do capitalismo aflora o que há de pior no sistema e em algumas pessoas que querem aproveitar de determinada situação para explorar.

Rodrigues apontou ainda a incompetência do governo para usar o Sistema Único de Saúde (SUS) em toda a sua potencialidade para implementar o plano de vacinação. Vale lembrar que o SUS é referência internacional no atendimento público à saúde.

"Temos duas instituições vinculadas ao SUS que têm tecnologia possível para desenvolver a vacina, mas que não têm  investimento necessário. Temos, por exemplo o Canadá, que comprou a maior quantidade de vacina em relação a sua população, mas que está com dificuldade de vacinar, pois não tem uma logística. Já o Brasil tem a maior logística de vacinação em massa, que é o SUS, mas que não está sendo usada em toda sua capacidade", disse.

Carreata Fora Bolsonaro e Mourão

Na atividade, os participantes reforçaram ainda o chamado para a Carreata Nacional Fora Bolsonaro e Mourão que acontece no domingo (21). No DF, serão realizadas mini-carreatas nas regiões administrativas (RAs), culminando em uma carreata unificada no centro da capital federal. Além do impeachment do governo genocida, a atividade tem também como pautas mínimas  a vacinação imediata de  toda a população contra a Covid-19 e a volta do Auxílio Emergencial.

A concentração para as mini-carreatas nas regiões administrativas será a partir das 8h. A ideia é que, após os percursos locais, os manifestantes sigam rumo ao Palácio do Buriti, para concentração unificada, às 10h. Em seguida, às 10h30, será realizada a carreata geral em direção ao Palácio do Planalto.

Cristiane lembrou que além das pautas nacionais, a mobilização é também um protesto ao governo Ibaneis que, no Distrito Federal, tem implementado uma política idêntica a de Bolsonaro.

"Estamos em um não governo no DF, que só quer saber de privatizar empresas públicas. Um governo que sequer abriu a boca para falar de vacina. Um governo sem política de assistência social, habitacional. e que está acabando com o DF. então essa atividade é um protesto também contra Ibaneis, que é tão genocida quanto Bolsonaro", afirmou.

Assista ao debate completo aqui.